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Protetor solar pode causar câncer?

O uso diário do protetor solar é uma das principais recomendações dos dermatologistas para prevenir o câncer de pele e o envelhecimento precoce. No entanto, nos últimos anos, surgiram dúvidas e informações alarmantes na internet levantando a seguinte questão: protetor solar pode causar câncer?

A resposta curta e baseada em evidências científicas é: não. Pelo contrário, o protetor solar é um aliado fundamental na prevenção do câncer de pele. Vamos explicar o porquê.

Por que surgiu o mito de que o protetor solar causa câncer?

Esse mito surgiu principalmente por causa de interpretações equivocadas de estudos científicos, desinformação nas redes sociais e preocupações com alguns ingredientes presentes nas fórmulas, como filtros químicos e conservantes.

Alguns estudos laboratoriais avaliaram substâncias isoladas em doses muito superiores às usadas em cosméticos, o que não reflete o uso real do protetor solar na pele humana. Até o momento, não há evidência científica confiável que comprove que o uso de protetor solar cause câncer em humanos.

O que a ciência diz sobre protetor solar e câncer de pele?

Diversas organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e a American Academy of Dermatology, afirmam que o uso regular de protetor solar reduz significativamente o risco de câncer de pele, incluindo:

  • Carcinoma basocelular
  • Carcinoma espinocelular
  • Melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele

A radiação ultravioleta (UV), proveniente do sol, é um agente comprovadamente cancerígeno. O protetor solar atua justamente bloqueando ou absorvendo essa radiação, protegendo as células da pele contra danos no DNA.

Filtros solares químicos fazem mal?

Os filtros solares químicos são seguros e aprovados por agências regulatórias como a Anvisa, FDA e EMA. Eles passam por testes rigorosos de segurança antes de serem liberados para uso.

Em alguns casos, pessoas com pele sensível podem apresentar irritação ou alergia. Nesses casos, o ideal é optar por protetores solares com filtros físicos (minerais), como óxido de zinco e dióxido de titânio, que também são seguros e eficazes.

O risco real: não usar protetor solar

O verdadeiro perigo está em não usar protetor solar ou utilizá-lo de forma incorreta. A exposição solar sem proteção aumenta o risco de:

  • Câncer de pele
  • Manchas e melasma
  • Rugas e flacidez
  • Queimaduras solares

Usar protetor solar diariamente, inclusive em dias nublados e dentro de casa (quando há exposição à luz visível), é uma das medidas mais importantes para a saúde da pele.

Como usar o protetor solar corretamente?

Para garantir proteção eficaz, siga estas recomendações:

  • Use protetor solar com FPS 30 ou superior
  • Aplique em quantidade suficiente
  • Reaplique a cada 2 horas ou após suor excessivo e banho
  • Use diariamente, mesmo fora da praia ou piscina

Conclusão: protetor solar causa câncer?

Não. O protetor solar não causa câncer. Pelo contrário, ele é uma ferramenta essencial na prevenção do câncer de pele e deve fazer parte da rotina diária de cuidados com a pele.

Desconfie de informações sensacionalistas e sempre busque orientação de um dermatologista. A ciência é clara: proteger a pele do sol salva vidas.